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terça-feira, 30 de outubro de 2007

Indecisão profissional: conflito de culturas


Essa postagem interessa a todos aqueles que, nesse mundo de abundante informação, se vêem cegos frente aos verdadeiros desafios da vida.

Esse livro foi o livro que me ajudou a pensar no que fazer após a graduação, por 3 principais motivos: (1)durante o final do meu curso na UNESP de Rio Claro, muitos dos meus colegas (e eu também) começaram a sentir uma certa ansiedade e a desenvolver certos comportametos irracionais ao se depararem com o momento da decisão sobre seus respectivos destinos profissionais, o que me levou a questionar o verdadeiro papel da universidade; (2) o meu instrutor de natação, que era um cara muito inteligente, não sabia nada sobre nenhuma notícia a respeito da vida cotidiana (generalidades), como a morte de Luciano Pavarotti. Após uma breve conversa, ele me disse: "cara, se você não tivesse me falado que o Pavarotti morreu, eu não ia saber disso nunca. Porque se eu pego um jornal pra ler, ou ligo a televisão, é pra ver desgraça. Por isso eu decidi virar instrutor de natação nessa biboca, que paga o meu salário, e eu vivo tranquilo, na casa da mainha mãe, aos 30 anos de idade e de carteira assinada. Quer mais pra quê?". Daí eu pensei: pra onde estamos indo? Uma mente bem educada que abdica de seu potencial? Por qual motivo? (3) No encontro de 10 anos de formado de terceiro colegial, encontrei a menina que era a garota mais inteligente do colégio. Pergutei a ela o que havia feito da vida, e vai aí o que ela me respondeu: "Bem eu comecei a fazer viagens com crianças pra Disney, daí eu resolvi fazer turismo, mas daí eu desisti de turismo e achei que eu deveria fazer administração de empresas, mas daí eu desisti e hoje eu trabalho na loja de parafusos do meu pai, e não sei muito bem o que eu vou fazer da vida. Acho que vou voltar pros EUA e virar faxineira, pelo menos pagam bem e dá pra juntar uma graninha..."

Para os que se encontram sob a mesma situação, recomendo a leitura: "O quadrante de Pasteur" da editora da Unicamp.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Profissões do futuro, ou o futuro das profissões? A era da informação entra em casa...

Este é um vídeo muito inteligente e bem feito do SEBRAE de São Paulo, que fala sobre a importância da educação para formar os profissionais do amanhã. O mais interessante é a discussão sobre as profissões do futuro. A maioria delas ainda nem existem, sendo assim, como faremos para que as pessoas estejam preparadas para entrar no mercado do amanhã? Só há uma maneira - através do empreendedorismo. Já sentimos os efeitos da necessidade dessa mudança cultural, pois muitas das profissões que já existem hoje (e que muitas vezes brigam inutilmente por regulamentação) não existiam a 5 ou 10 anos atrás. Peço uma atenção especial aos comentários do Professor Luiz Carlos de Menezes, do Intituto de Física da USP, sobre os efeitos de nossa herança social da era industrial. Este vídeo mostra que é preciso deixar de lado essa cultura mecanicista obsoleta (geração de empregos de baixa qualificação, produção em massa de produtos de baixo valor agregado, com o uso de baixa tecnologia), e entrar de cabeça na era da informação (da alta tecnologia e da criatividade). Mais um sinal da mudança de padrão civlizatório que está vindo pra ficar...

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