Extraído de WIKIPEDIA
O livro A Cauda Longa (do original em inglês The Long Tail) foi publicado nos EUA no final do ano passado. E é o resultado de um detalhado estudo desenvolvido por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, no qual analisa as alterações no comportamento dos consumidores e do próprio mercado, a partir da convergência digital e da Internet. Trata-se da teorização de um fenômeno já existente e em virtuosa ascensão na indústria do entretenimento, que tem gerado um movimento migratório da cultura de hits para a cultura de nichos, a partir de um novo modelo de distribuição de conteúdo e oferta de produtos.
Antes da Internet, a oferta de produtos era feita única e exclusivamente através de meios físicos: um produto físico, distribuído através de um modelo de distribuição físico, exposto em lojas físicas, que atendiam os consumidores de determinada região. Nesse modelo, os custos de armazenagem, distribuição e exposição dos produtos são muito altos, o que torna economicamente viável apenas a oferta de produtos populares, para o consumo de massa. E é justamente por isso que crescemos acostumados a consumir um número reduzido de mega-sucessos; pop stars, block busters etc. Um varejista tradicional, que tem custos fixos altíssimos para manter sua loja aberta, não tem espaço nas prateleiras para ofertar um produto que não venda pelo menos algumas dezenas de exemplares todo mês. Essa é a cultura de hit.
Com o surgimento do mundo virtual, estamos cada vez mais transformando em bits o que antes era matéria. E é justamente o rompimento das barreiras físicas que torna possível a criação de modelos de negócios de Cauda Longa, em que a oferta de produtos é praticamente ilimitada, uma vez que os custos de armazenagem e distribuição digitais são infinitamente inferiores. Produtos economicamente inviáveis no modelo de hit encontram no meio digital seus consumidores. Por sua vez, os consumidores que antes tinham acesso a um número reduzido de conteúdos, passaram a ter uma variedade quase que infinita de novas opções. E passaram a experimentar mais, consumir produtos que até então desconheciam. É essa variedade e essa nova experimentação que proporcionam as alterações no consumo tradicional (Não é à toa que a geração da Internet é menos fiel às marcas e mais predisposta a consumir novos produtos).
O que antes era um mercado ignorado, não só passa a ter valor como vem crescendo a cada ano. Peguemos como exemplo o mercado de músicas digitais. Somadas, todas as centenas de milhares de músicas menos populares, de bandas menores ou desconhecidas no mainstream (novos nichos), cujas faixas vendem apenas alguns downloads ao ano na iTunes, já representam um volume de vendas equivalente ao dos poucos hits produzidos para vender milhões de unidades.
Importante destacar que o conceito de Cauda Longa se aplica a praticamente todo mercado, inclusive o mercado de mídia. Com a convergência digital, é muito provável uma reorganização na distribuição da audiência, não apenas por conta de alterações nas características dos meios e na maneira como são consumidos, mas principalmente por alterações no próprio comportamento do consumidor.
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Convido-os a assistir esta palestra em vídeo, apresentada por Chris Anderson, o autor do livro "The Long Tail". Aqui ele exemplifica de maneira esplêndida como o conceito da cauda longa pode ser aplicado a qualquer área da economia, nesse mundo de tecnologia e informação.
Agora, assista à esse vídeo, que apesar de já estar bem rodado pelo YouTube, vai ajudar a esclarecer o conceito. Este vídeo fala sobre a geração da internet, a nova economia eletrônica que está criando o mundo do consumo de bits. Conheçam o Rafinha...
Blog da empresa Brasil Diverso Sustentabilidade e Meio Ambiente sobre negócios, ciência e cultura para a sustentabilidade.
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terça-feira, 23 de outubro de 2007
Conceito da Cauda Longa - Chris Anderson
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Profissões do futuro, ou o futuro das profissões? A era da informação entra em casa...
Este é um vídeo muito inteligente e bem feito do SEBRAE de São Paulo, que fala sobre a importância da educação para formar os profissionais do amanhã. O mais interessante é a discussão sobre as profissões do futuro. A maioria delas ainda nem existem, sendo assim, como faremos para que as pessoas estejam preparadas para entrar no mercado do amanhã? Só há uma maneira - através do empreendedorismo. Já sentimos os efeitos da necessidade dessa mudança cultural, pois muitas das profissões que já existem hoje (e que muitas vezes brigam inutilmente por regulamentação) não existiam a 5 ou 10 anos atrás. Peço uma atenção especial aos comentários do Professor Luiz Carlos de Menezes, do Intituto de Física da USP, sobre os efeitos de nossa herança social da era industrial. Este vídeo mostra que é preciso deixar de lado essa cultura mecanicista obsoleta (geração de empregos de baixa qualificação, produção em massa de produtos de baixo valor agregado, com o uso de baixa tecnologia), e entrar de cabeça na era da informação (da alta tecnologia e da criatividade). Mais um sinal da mudança de padrão civlizatório que está vindo pra ficar...
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quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Subversão civilizatória: parte 2
Pra quem já viu o primeiro vídeo, do John Doerr:
Bom, passando agora para a apresentação de um novo modelo de civilização, que se baseia no modelo de consumo cradle-to-cradle (ou do berço-ao-berço), ou seja, uma economia de ciclos biológicos e tecnológicos fechados (closed loops). Veja como as idéias do arquiteto William McDonough sobre o design são as chaves para uma mudança rápida e segura para um mundo saudável e limpo. Chega de lamentação, pois o cérebro humano é tão poderoso e magnífico que é sem dúvida capaz de criar um mundo de abundância, e não de escassez. A revolução está em nossas cabeças. Estamos aqui para celebrar a criatividade humana, que é infinita. Recursos são diretamente proporcionais à criatividade. Sendo assim, tirem suas próprias conclusõs... Espero que gostem.
Bom, passando agora para a apresentação de um novo modelo de civilização, que se baseia no modelo de consumo cradle-to-cradle (ou do berço-ao-berço), ou seja, uma economia de ciclos biológicos e tecnológicos fechados (closed loops). Veja como as idéias do arquiteto William McDonough sobre o design são as chaves para uma mudança rápida e segura para um mundo saudável e limpo. Chega de lamentação, pois o cérebro humano é tão poderoso e magnífico que é sem dúvida capaz de criar um mundo de abundância, e não de escassez. A revolução está em nossas cabeças. Estamos aqui para celebrar a criatividade humana, que é infinita. Recursos são diretamente proporcionais à criatividade. Sendo assim, tirem suas próprias conclusõs... Espero que gostem.
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Subversão civilizatória: Parte 1
Primeiro, veja esta apresentação de John Doerr, um dos grandes nomes do Vale do Silício, que passou a enxergar um mundo de escassez, através de um apelo de sua filha de 15 anos. Ele diz que o mundo não vai longe se continuarmos neste nosso mesmo modelo de consumo "cradle-to-grave" (ou no bom portugês, do berço-à-cova). Faz uma discussão interessante sobre o poder e o papel de cada um dos compartimentos que compõem a economia: as empresas, os indíviduos e os governos. Ele deixa clara uma idéia de que é possível se canalizar energia a fim de se gerar uma força motriz para mudar o mundo... mas que nunca parece suficiente. Sob o meu ponto de vista está claro que ele ainda está tendo os primeiros insights sobre como essa revolução pode acontecer, e eu lhes digo, há esperança. Uma delas, discutida superficialmente neste vídeo, são as tecnologias verdes, ou greentechs.
Depois de assistir à essa palestra, veja o próximo vídeo, e fique um pouco mais tranquilo... Mas veja esse primeiro! Espero poder colocar esses conceitos em suas cabeças e corações...
Depois de assistir à essa palestra, veja o próximo vídeo, e fique um pouco mais tranquilo... Mas veja esse primeiro! Espero poder colocar esses conceitos em suas cabeças e corações...
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